A ajuda aos bancos custará mais aos portugueses do que a Guerra Colonial. De acordo com página Tuga Press a “ajuda aos bancos já superou 18 mil milhões de euros. A fatura pode aumentar 5,5 milhões de euros nos próximos anos. Já a Guerra Colonial, que durou entre 1961 e 1974, custou 21,7 mil milhões, isto usando os preços de hoje. Os valores fazem parte do estudo ‘Grande Guerra e Guerra Colonial: quanto custaram aos cofres portugueses’ realizado para o Ministério da Economia e noticiado recentemente” pelo jornal “Correio da Manhã”.

Segundo o “Correio da Manhã” (datado de 12 de junho de 2019), “a despesa militar com a Guerra Colonial, entre 1961 e 1974, ascendeu a 21,7 mil milhões de euros (a preços atuais). A principal contribuição para o esforço de guerra veio dos Encargos Gerais da Nação – um orçamento autónomo dos ministérios que também pagava, por exemplo, as despesas com a Presidência da República – seguida do Ministério do Exército, Marinha e Obras Públicas”.

Os valores constam do estudo ‘Grande Guerra e Guerra Colonial: quanto custaram aos cofres portugueses’, de Ricardo Ferraz para o Ministério da Economia. As despesas com os dois conflitos que mobilizaram os portugueses no século XX – a I Guerra Mundial e a Guerra Colonial – atingiram 26,5 mil milhões de euros, a preços de 2018″.

Quantos aos apoios aos bancos que operam em Portugal, entre 2008 e 2017, de acordo com um relatório do Tribunal de Contas, custaram cerca de 16,7 mil milhões de euros. Mas essa fatura continua a aumentar. No início de 2019 já tinha ascendido a cerca de 18 mil milhões de euros e estima-se que poderão surgir mais encargos até 5,5 mil milhões de euros nos próximos anos.

“Entre 2008 e 2017, o Estado gastou €16,7 mil milhões em apoios aos bancos, de acordo com as contas do Tribunal de Contas. Já em 2018, a fatura cresceu em €932 milhões com a transferência de €792 milhões para o Novo Banco e €140 milhões de empréstimo ao fundo que vai pagar aos lesados do BES. Esta última parcela é, para já um financiamento, mas, caso não seja possível recuperar os ativos do fundo, podem mesmo vir a ser perdidos pelo Estado. E a fatura total com os bancos não se fica por aqui. Há mais €5,5 mil milhões em risco que podem levar o total para €23,3 mil milhões“, revela o jornal “Expresso”.

Créditos: Poligrafo