Ama a tudo e a todos, mas, acima de tudo, ama a ti mesmo! No momento em que entendemos que o mais importante é nos amarmos e nos aceitarmos, tornamo-nos mais conscientes das nossas ações.

Quantas coisas já deixamos de fazer por falta de tempo?

Por aquela outra coisa ser aparentemente mais importante do que aquela tolice e simples que podemos fazer em poucos instantes, mas que nunca fazemos. Tenho certeza de que podes pensar em muitas coisas, bem, eu pensei em diversas.

Quais são as suas prioridades?
São as prioridades que guiam a nossa vida, algumas impostas, como uma doença, um problema que surge do nada, outras são criadas e planeadas por nós. Priorizamos as nossas carreiras, a nossa família ou até mesmo os nossos amigos ou estudos, não importa o quê, sempre temos algo em primeiro lugar nas nossas decisões.

Em quantas dessas prioridades estão realmente as nossas prioridades? Estão as nossas paixões e anseios, estão os nossos sentimentos? Uma vez li, por acaso, que “o tempo dá a devida importância para as coisas e pessoas”. Essa frase está em minha mente há muito tempo, ela obriga-me a refletir sobre as minhas escolhas e prioridades.

Amar antes de qualquer coisa
Amar é a prioridade mais importante do mundo e da nossa vida. Foi a essa conclusão que cheguei, porque, se não amarmos o que fazemos, como vamos ter vontade para levantar todos os dias da cama? Se não amarmos as pessoas que nos rodeiam, como vamos tolerar os erros, rir das brincadeiras e simplesmente sorrir por compreender e ser compreendido por alguém? Se não amarmos a nossa família e não fizermos dela os nossos pilares, para onde vamos correr quando tudo estiver errado? De quem mais vamos ouvir que somos péssimos filhos por simplesmente não ligarmos para nossos pais por estarmos presos nas corridas rotinas?

O amor mais importante de todos não é aos filhos, não é ao namorado ou marido e muito menos à carreira ou ao dinheiro, é o amor que devemos sentir por nós mesmos.

Ama-te!
Se não te amares e te valorizares, ninguém vai fazê-lo! Antes de qualquer coisa, deves te amar, entender as tuas razões, respeitar os teus limites e ter audácia para superar os teus desafios. Aceita-te. Sabes aquela coisa de “eu amo-te tanto que desisto de tudo e todos por ti” ou então “eu amo-o tanto que, quando percebi, havia mudado e me anulado tanto que me transformei em outro alguém”?

Se podes deixar tudo de lado e mudar por alguém ou algo, quem garante que assim que tiveres aquilo não te cansarás e partirás para outro? A tendência humana é sempre nos sentir insatisfeitos com tudo e todos, estamos sempre querendo algo novo e diferente, podemos mudar tudo à nossa volta, mas não podemos nos transformar em outra pessoa. Já existem tantas outras, mas tu? Bem, tu és único!

No momento em que entendemos que o mais importante é nos amarmos e nos aceitarmos, tornamo-nos mais conscientes de nossas ações. Claro que ainda vamos ter de fazer coisas que odiamos, mas passamos a perceber o que é realmente importante e o que seria apenas por imposição social ou sonhos impossíveis que tivemos.

Pensa em ti mesmo
Quando digo que deves te amar antes de qualquer coisa ou pessoa, não digo que deves apenas usar o outro ou a situação, mas sim, que deves aproveitar as oportunidades de ser feliz e, em alguns momentos, não te importares de ser egoísta. Não tenhas medo ou pena de alguém e por isso fica próxima a ela a ponto de deixar as tuas energias e vontades serem sugadas. Não sejas piedoso a ponto de tolerar absurdos por apenas pensar no outro quando estás a carregar um fardo impossível de te levantares. Protege coração, usa a mente brilhante que tens a teu favor!

Pára um momento agora e reflete, pensa nas tuas prioridades e vê se elas são por amor ou por qualquer outro que seja o motivo. Se forem por amor, parabéns, estás no caminho certo e provavelmente vais ter sucesso nelas. Se estás por estar, se estás porque alguém te obrigou e embarcaste, pára um momento, respira e repensa o teu caminhar, pensa se realmente vale apenas estar ali e fazer aquilo.

Nunca te esqueças: se tu não estiveres feliz, não terás como fazer o outro feliz; se não te amares, não terás como amar outra pessoa.