“Senti as lágrimas quase a soltarem-lhe dos olhos “, afirmou Judite Sousa sobre Miguel Sousa Tavares que se despediu definitivamente no dia de ontem do jornalismo após uma carreira carreira de 45 anos como jornalista. À Revista Visão ele disse: “Vou revelar um segredo: daqui a três semanas entrego a minha carteira profissional de jornalista e deixo de fazer jornalismo. Vou continuar a ter a minha coluna de opinião no ‘Expresso’ – isso, para mim, não é jornalismo – mas acabaram as reportagens, as entrevistas, isso tudo. Ponto final”, afirmou.

Judite de Sousa comentou a saída do colega: “Nas gavetas da vida, que guardamos no cérebro, vamos acumulando memórias, conquistas e desilusões, alegrias, tristezas e, no limite, tragédias. Neste bullying emocional em que vivemos,onde não temos certezas de nada, estamos mais stressados. E, porventura, mais sózinhos. Próximos e Distantes. Frágeis e Fortes. São as estradas da vida que nos levam a cair, a reerguermo-nos, a recomeçar ou então, agarrados ao coração, a ficarmos a chorar baixinho”, disse.

Para terminar, Judite realça que: “Qualquer que seja a adesão à realidade, é à volta das forças e fraquezas nesta era da globalização digital que tenho andado a escrever nestes últimos meses. Não é fácil. A escrita pode ser um exercício de uma forte violência psicológica. Vamos ver”, apontou.