Ter a mãe e a amiga na mesma mulher é o maior presente que Deus me deu…Se eu não te tivesse como mãe, certamente teria te escolhido como amiga.

Estiveste ao meu lado em todos os meus momentos, ensinando-me as coisas bonitas desta vida e me preparando para enfrentar os desafios que dela possam vir. Ofereceste-me o teu colo quando eu não tinha mais para onde ir, enxugaste as minhas lágrimas e ficaste ali em silêncio, como quem quer apenas estar presente. Como quem despende o seu tempo para ser apoio, para ser abrigo.

Na calada da noite, nas madrugadas frias, estiveste lá com o coração partido, ouvindo-me chorar. Então, acordaste e fizeste-me companhia quando tu, mãe, como alguém que dispensa o descanso e esquece o sono. Como quem quer oferecer um ombro amigo.

Choraste junto comigo quando a dor era grande demais, quando o meu coração estava magoado e tu dobraste os teus joelhos e oraste por mim.

Cuidaste de mim quando eu estava doente e quantas vezes, mãe, eu vi os teus olhinhos cansados olhando para mim com tanto amor. Quantas vezes, mãe, eu vi-te chorar em silêncio ao ver a minha tristeza. Quantas vezes não deste tudo de ti deixando até mesmo de pensar em ti.

Mãe, a tua força e coragem enchem o meu coração de orgulho e de alegria por ter-te na minha vida. A tua força mãe foi o meu alicerce e me sustentou quando o meu mundo parecia desmoronar. O teu amor envolveu a minha história e ensinou-me que o amor é mesmo bonito. A tua paciência moldou a velocidade das minhas palavras e diminuiu a intensidade das minhas ações, de tudo aquilo que não era bom.

Eu aprendi contigo, mãe, que amar é muito mais do que estar ao lado de alguém quando tudo vai bem, amar é muito mais do que gostar das qualidades e dos feitos que o outro faz para a gente.

Eu aprendi contigo, mãe, que amar é ser paciente quando o outro não está bem, é ser companhia quando as coisas vão mal, é suportar os desafios e tolerar os defeitos. Eu aprendi contigo que o amor é nobre e bonito, porque me amaste tanto, que me tornei o reflexo de uma alma feliz, uma alma que quer e precisa irradiar aquilo que recebeu. E eu, mãe, só recebi o teu amor, um amor sincero e puro.

Tu é que me ensinaste a falar, ficaste contente quando te chamei de “mãe” pela primeira vez, seguraste as minhas mãos enquanto eu aprendia a andar, escolheste as roupas e pensaste nos detalhes dos meus sapatos, do meu cabelo… Levaste-me para a escola e sempre estava lá à minha espera na saída.

Você, que me deu a minha primeira bolsa de rodinhas e que me levavas para comer gelado depois da aula.

O tempo passou numa velocidade assustadora e hoje continuas a sorrir quando a chamo de mãe e continua segurando as minhas mãos.

Não escolhes mais as minhas roupas e nem os detalhes do meu sapato e do meu cabelo. Mas continuas a orar por mim, continuas a sonhar os meus sonhos e a vibrar com as minhas vitórias. Continuas a pensar em mim até nos detalhes mais simples dessa vida.

Continuas a preparar o café, continua lembrando que eu adoro gelado, continua a surpreender-me com um bolo de cenoura com AQUELA cobertura de chocolate em um final de tarde, quando chego a casa cansada. Continuas a ser mais do que mãe, continuas a ser amiga. Continuas a ensinar-me sobre o amor, sem precisar dizer nada. Continuas a mostrar-me o que é amar, continuas a ensinar-me a respeitar e a ser paciente.

Eu quero cuidar de ti, quero estar ao teu lado sempre, quero continuar a fazer-te sorrir, quero deixar mais bilhetes pela casa enquanto trabalhas, quero continuar a levar-te ao trabalho e tendo a alegria de te ir buscar. Trocar ideias pelo caminho de volta para casa, como quem quer colocar a conversa em dia.

Eu quero continuar a ver filmes de romance contigo no Netflix, numa quarta-feira à noite, enquanto fazes o brigadeiro e as pipocas. Eu quero continuar a deitar-me no teu colo quando precisares de alguém para conversar. Eu quero continuar a ser a tua amiga, a tua companheira; eu quero continuar a ouvir o teu boa noite, quero continuar a receber o teu abraço e o teu amor. Ah, que sorte a minha ter a mãe e a amiga na mesma mulher!

Créditos: Thamilly Rozendo (adaptado)