Mães depois dos 30 anos, têm filhos mais inteligentes, de acordo com a ciência. A maioria das mulheres acredita que existe uma espécie de “data limite” para ter filhos.

Apesar de ser verdade que após uma certa idade a gestação fica mais complicada, também não é menos verdade que as mulheres não precisam sentir-se pressionadas em terem um filho mais cedo só por causa das opiniões de terceiros ou para deixarem de ouvir as clássicas: “Então, quando tens um bebé?”, “Já estás na idade de ser mãe, não esperes muito tempo, depois já vais tarde”.

A maternidade é uma enorme responsabilidade ainda que, infelizmente, muitas pessoas não se dêem conta disso. É uma responsabilidade grande, para a mãe, para o pai e restante família. Quer se queira quer não, as crianças transformam a vida de todos à sua volta e podem despertar o lado mais cuidadoso, que por muito tempo esteve adormecido, em muitas pessoas da família ou círculo de amigos dos pais.

Muitas coisas são (ou deveriam) tidas em consideração quando uma pessoa ou casal decide ter uma criança: condição financeira, relações pessoais e profissionais, estabilidade emocional, entre muitas outras coisas.

Geralmente, quando se é mãe muito nova, muitos dos factores acima mencionados não estão salvaguardados e esse é o motivo pelo qual muitas pessoas decidem ter filhos mais tarde e, de acordo com a ciência, não há mal nenhum nisso.

Um estudo realizado pela professora associada em Demografia no Centro de Estudos Longitudinais localizado no Departamento de Ciências Sociais da University College London, Alice Goisis, demonstrou que as mulheres que são mães a partir dos 30 anos geram filhos mais inteligentes.

Para chegar à sua conclusão foram analisados dados de um outro estudo, Millennium Cohort Study (MCS), onde foram acompanhados 18.000 nascimentos ocorridos no Reino Unido por volta do ano 2000.

Após análise dos dados, chegou-se à conclusão que as mães que têm o primeiro filho após os 30 anos estão mais estabilizadas profissionalmente, emocionalmente e financeiramente.

Acresce ainda que, as crianças de mães mais velhas costumam ter melhor saúde, estatisticamente, e menor propensão ao vício de fumar. Juntar ainda que são crianças amamentadas durante menos tempo.

Porém, quando a idade das mães chega aos 40 anos, as coisas mudam. Os seus filhos apresentaram resultados cognitivos inferiores e comportamentais diferentes, sendo mais propensos a obesidade, em comparação com os filhos de mulheres com idades entre os 25 e 29 anos.

São evidências científicas que podem servir como guia quando chegar a hora de planear a geração de uma criança. Convém sublinhar que, cada caso é um caso, e que a melhor altura para sermos mães é quanto nossos corações realmente desejam e quando sentimos que estamos preparadas!

Créditos: Flávia Almeida