Novamente no hospital Sofia Ribeiro afirmou: “Não estava à espera de ficar frágil como fiquei”. A atriz e apresentadora da TVI já sofreu um cancro da mama e agora teve novamente de voltar ao hospital.

Nas suas redes sociais escreveu: “Um simples reforço de ferro, transformou-se numa viagem de memórias“. “Percebi há pouco que nem eu por vezes, tenho a noção real do que este tipo de situação ainda pode provocar em mim. Já há muito não ficava tantas horas num hospital. Já há muito não ficava tantas horas, no mesmo hospital onde fiz os tratamentos, no mesmo espaço, a receber líquidos estranhos de cores ainda mais estranhas na veia, acompanhada por esta amiga do meu lado…“, disse.

e continuou: “A verdade é que não estava à espera de ficar frágil como fiquei. Os cheiros, os barulhos das máquinas, a agulha a entrar na pele, as conversas que sem querer ouvi… Como a do senhor na sala do lado a fazer quimio, enquanto contava que chegou em Agosto ao hospital com uma forte dor e que foi assim que descobriu que estava com leucemia. Escrevo-vos num desafio à reflexão que eu própria acabo de fazer e divido com vocês“.

Todos os dias milhares de pessoas se vão deste “plano”. Crianças, jovens, adultos, idosos… A verdade é que nós nunca vamos estar preparados para a morte, mesmo que seja ela a única certeza que temos. Sempre que a olho de mais perto, questiono-me e reavalio toda a minha vida, todos os meus passos, todos os meus minutos. Numa procura do equilíbrio necessário entre me preparar e pensar no futuro, porém também aceitar a possibilidade dele nunca chegar. A verdade é que é impossível viver todos os dias como se fossem o último. Porque para a maioria de nós, felizmente, ainda haverá amanhã. E todos os amanhãs que chegarão nos exigem um certo nível de planeamento. Seria muito inconsequente viver todos os dias como se fossem os últimos! Mas e se fizermos por viver todos os dias como se fossem únicos?, revela.

Relembrando que ainda que acordemos amanhã, não sabemos quem não o fará… Os encontros de hoje são os únicos com que podemos contar! E o amor partilhado agora, tem que ser o melhor que temos para dar. Então, enquanto o nosso último dia não chegar, façamos por tornar todos os dias um bocadinho únicos. E valorizá-los pelo que são : às vezes chatos, difíceis, carregados de dúvidas, ansiedade, cheios de rotina e obrigações mas que mesmo assim, são privilégios nossos! Dos que ainda estamos vivos, frisou.