A primeira obrigação de um bom pai é respeitar a mãe dos seus filhos. Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.

Pai de verdade é aquele que, mesmo depois da separação, faz questão de permanecer na vida do filho

Aí é que está. Será mesmo que um “bom pai”, mas um “bom pai”, de verdade, um pai que ama e educa, é capaz de agredir e subjugar a mãe dos seus filhos? Alguém acredita mesmo que pagar as contas de uma criança ou tão somente ter ajudado a concebê-la dá a um homem alguma espécie de salvo-conduto para ser dominador e covarde com a mãe dessa criança?

Sem nenhum rodeio, não basta ser correto com os filhos, é preciso ser decente com a mãe deles também. É o mínimo!
Um bom pai educa. E o faz pelo exemplo. Logo, não há pior modelo para uma criança do que ter um pai que desrespeita a sua mãe.

Ainda que esse pai seja um poço de carinhos, afagos e presentes para com os filhos, se, em relação à mãe deles, a sua figura mudar de médico para monstro, se a postura carinhosa com as crianças se tornar a de dominador com a esposa, então esse sujeito não passa de um mentiroso. Simples assim.

É triste, mas, como sociedade, ainda somos coniventes e permissivos com esse comportamento tacanho de muitos de nós, homens, em relação às suas mulheres, ainda que “tratem bem” os filhos, o que é apenas uma das suas obrigações. Aliás, a primeira delas é respeitar a mãe dessas crianças.

Créditos: André J. Gomes