Sete banqueiros islandeses viram a sua pena de prisão confirmada. O Supremo Tribunal da Islândia condenou mesmo nove executivos do Kaupthing Bank, porde manipulação de mercado e consequente crise financeira no país.

Ao contrário do que aconteceu no resto da Europa e nos EUA o Supremo Tribunal da Islândia os banqueiros daquele país foram mesmo acusados judicialmente por práticas indevidas.

De acordo com o Independent, citando o Iceland Monitor, o Supremo islandês decidiu contrariar as sentenças pronunciadas por uma instância inferior no julgamento aos nove executivos do Kaupthing Bank, que anteriormente à crise financeira de 2008 era o maior banco do país. Este acabou por entrar em falência devido ao elevado nível de dívida, o que originou a intervanção do Estado.

O Supremo considerou os executivos responsáveis pelo crime de manipulação de mercado e o julgamento os gestores na jurisdição judicial de Reiquiavique, deu por culpados sete dos arguidos culpados e absolveu dois.

Mas, o Supremo anulou esta decisão e culpou mesmo os nove arguidos, incluindo Björk Þórarinsdóttir, ex-responsável pela área de crédito, e Magnús Guðmundsson, antigo CEO do Kaupthing Luxembourg.

Destes nove arguidos, seis foram condenados a penas de prisão que variam entre um e mais de quatro anos, por concessão de empréstimos utilizando acções próprias do banco como colateral.

O Supremo islandês confirmou assim a condenação a penas de prisão a seis dos executivos anteriormente condenados, tendo ainda aumentado em seis meses a pena de prisão de cinco anos e meio aplicada a Hreiðar Már Sigurðsson, antigo director do banco.

Apesar da condenação atribuída a Þórarinsdóttir e a Guðmundsson, estes dois antigos gestores não foram alvos de penas de prisão.

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