Pessoas com asma, rinite ou sinusite devem fazer isto contra o coronavírus. Com o aumento de número de casos de infetados com o Covid-19 em Portugal, mas especialmente com os números alarmantes que nos chegam dos vizinhos Espanha e Itália, cresce a preocupação. Especialmente para os grupos considerados de risco.

Para começar, os idosos estão na linha da frente dos mais afetados por este vírus, a nível mundial. Pessoas acima dos 80 anos são as que registam uma menor resistência ao coronavírus. Depois, há os grupos de risco, de pessoas com imunidades baixas, ou seja, pessoas que têm outras patologias associadas.

A primeira vítima em Portugal e, até ao momento, a única, responde precisamente a esses faotres de maior risco. Era um homem de 80 anos, que padecia de cancro no pulmão, o que lhe diminuiu a resistência, quando infetado pelo Covid-19.

Estas são as pessoas que precisam de se proteger mais, evitando ao máximo qualquer contacto social, seja dos filhos ou netos. É totalmente a evitar. Outros grupos de risco são os diabéticos e hipertensos e, claro que sendo uma infeção que afeta o pulmão, que isto preocupa particularmente os asmáticos.

Ainda por cima, com a Primavera a chegar o que, por si só, desperta logo todos os sintomas. Pessoas que sofrem com asma, rinite ou sinusite estão, neste momento, naturalmente mais preocupadas, e por essa razão, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) resolveu dar algumas recomendações especificamente para estas pessoas.

“Embora as informações ainda sejam escassas e, por isso, possam ser imprecisas, a asma, por si só, não parece ser um fator de risco para contrair a infeção pelo coronavírus nem para ter formas mais graves desta doença.

No entanto, a asma que não esteja bem controlada poderá contribuir para uma maior gravidade do quadro que se associe à eventual infeção COVID-19 em asmáticos.

Desta forma, a SPAIC recomenda a todas as pessoas com asma e também a todas as pessoas com rinite alérgica que, além das medidas preconizadas de higiene e de isolamento social, mantenham uma boa adesão ao tratamento preventivo diário:

Os medicamentos devem ser tomados nas doses e à hora recomendada pelo médico alergologista assistente para que se consigam prevenir ao máximo eventuais crises asmáticas.

Em caso de crise, os doentes deverão reforçar a sua medicação de acordo com o plano que o seu alergologista tenha elaborado, procurando não recorrer a serviços de urgência hospitalares a não ser que seja estritamente necessário.

Em tudo o resto, deverá seguir as indicações da Direção-Geral da Saúde e, se tiver qualquer situação que não consiga controlar por si, deverá contactar a linha saúde 24, aguardando pelas indicações sobre como deverá proceder em seguida”, pode ler-se no comunicado enviado à comunicação social.