“O poder não é eterno, eu nunca me apeguei ao poder”, afirmou Júlio Magalhães em entrevista a Maria Cerqueira Gomes, no programa Conta-me.

Para ele: “A despedida do meu pai e da minha mãe foi dura“, começou por dizer a Maria Cerqueira Gomes.

Ele recordou que “Em África tínhamos uma vida confortável, que cá não foi. Foi um choque de mentalidades, o Porto era uma cidade fechada“.

Hoje, considera-se “uma pessoa simpática e boa para os outros“ enão tem dúvidas que prefere que digam que ele é boa pessoa em vez de um grande profissional.

Quanto aos filhos revela que: “O André vive em lisboa. Esta sensação de vermos os filhos partirem custa. A vida corre-lhe bem e eu fico muito orgulhoso com isso. A minha mulher foi quem aguentou muito a família. A minha mulher e os meus filhos têm aguentado muito esta vida que tenho levado. Isso conta muito“, disse.

Júlio Magalhães recordou os domingos à noite e os comentários de Marcelo de Rebelo Sousa, antes de ser Presidente da República. “Hoje ainda me falam nisso”, disse

Porém, ter sido diretor da TVI não foi nada fácil. “Foram tempos muito difíceis. Foi o momento mais difícil da minha vida, mas onde senti muita solidariedade das pessoas que trabalhavam comigo. Nos primeiros meses quase não dormia, porque no dia a seguir havia problemas, mas tive uma equipa magnifica“, lembrou.

Decidiu sair para abraçar um projeto no Porto Canal. “Sai no momento certo. O poder não é eterno, eu nunca me apeguei ao poder“, referiu.

Quanto ao regresso à TVI, Júlio Magalhães é claro: “Não sei, não depende de mim. Gostava de voltar a fazer televisão, na TVI ou em outro canal“.