Foi realizado um protesto em frente do Zoomarine por defesa aos animais. A Animal Save and Care Portugal protestou contra o uso de golfinhos em espetáculos.

De acordo com a agência “Lusa”, a organização, dará “voz às vítimas que vivem aprisionadas para a vida, dentro de tanques minúsculos, forçadas a fazer truques para entreter turistas”.

“Com a pandemia do ano passado, todos nós experienciámos um período de confinamento e sabe-se que este facto acabou por ter repercussões no ser humano, psicológica e/ou fisicamente. Estivemos sujeitos, apenas durante breves meses, àquilo a que estes animais passam durante a sua vida inteira”, refere.

Os golfinhos que atuam em parques aquáticos (como é o caso do Zoomarine) “estão circunscritos a um pequeno quarto redondo sem porta de saída, quando em liberdade poderiam nadar até 40 milhas [cerca de 64 quilómetros] por dia.” Eles “sofrem de depressões pelo facto de estarem enfiados dentro de pequenos tanques de cimento, sem estímulos naturais ou liberdade.”

E continuam “Exploramos animais inteligentes, sociáveis e dóceis para nosso regozijo, mostrando um total desrespeito pela vida selvagem. No mundo, mais de 300 golfinhos e baleias, 40 orcas e 400 pinípedes (focas, leões marinhos e morsas) já morreram em parques aquáticos, e este número de mortes continua a aumentar”, dizem.

“Repudiamos veementemente qualquer negócio de entretenimento que explore animais. O Zoomarine não é diferente de um circo de animais e, por isso mesmo, iremos lutar até todos os tanques estarem vazios. Cada vez que alguém compra um bilhete para este parque, está a financiar o sofrimento destes animais. Não é entretenimento: é tortura e exploração”, esclarece a organização.