Maduro afirma que “Portugal ficou com 1726 milhões de Euros”. Ele reclama os 28,35 mil milhões de euros retidos nos EUA e em Portugal, valor que estaria destinado à importação de alimentos e medicamentos. “Em Portugal, por exemplo, num banco chamado Novo Banco, roubaram-nos 1726 milhões de dólares que estavam destinados para trazer medicamentos (…) Assalto a plena luz do dia, por ordem do Governo ‘gringo’ americano”, disse.

Para Maduro “Há que aumentar (os esforços) para enfrentar o bloqueio económico que faz o Governo imperialista de Donald Trump. Uma sabotagem anormal, desumana. [O Governo norte-americano] sabota todas as importações que fazemos de matéria prima (…) Temos que inventar mil caminhos para comprar e para trazer o que o país precisa para fazer medicamentos”.

Nicolás Maduro vai ainda mais longe: “Continuo a fazer a denúncia. Não me cansarei de o roubo de mais de 30 mil milhões de dólares, pelo Governo dos EUA, contra a Venezuela.

Temos de enfrentar e vamos continuar a enfrentar. Faça chuva, trovoada ou relâmpagos, ninguém nem nada deterá o rumo da revolução bolivariana na saúde e em todos os campos da nossa vida. Ninguém nos vai tirar o direito ao futuro, à felicidade e à paz, o direito à vida, não vou vão tirar”, disse sem receios.

Já em 17 de abril, o Presidente da Venezuela tinha solicitado feito um pedido ao governo português: “Libertem os recursos [da Venezuela] sequestrados na Europa. Peço ao Governo de Portugal que desbloqueie os 1,7 mil milhões de dólares [cerca de 1,5 mil milhões de euros] que nos roubaram, que nos tiraram” e que estão retidos no Novo Banco.

À volta de cinco dezenas de venezuelanos protestaram junto ao Consulado-Geral de Portugal em Caracas, para exigir que o Governo português desbloqueie 1.543 milhões de euros que se encontram retidos no Novo Banco.

A diretora de Sures, Lucrécia Hernández apelouaos bons ofícios do Governo de Portugal para que, através das ações legais que correspondam, o Novo Banco consiga destravar os recursos.

Não temos podido concretizar a compra de medicamentos, de uma série de materiais, como consequência do bloqueio imposto pelos EUA e que o Novo Banco continuou”, disse a diretora.

Créditos: PT Jornal

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