“Precisamos de esquecer este Natal para salvar o de 2021“, afirmam infeciologistas. O antigo diretor do serviço de doenças infecciosas do Hospital de Santa Maria e professor catedrático aposentado da Faculdade de Medicina de Lisboa já sabe que este ano, sem a companhia dos seus netos, de 10 e 13 anos, este será um Natal mais pobre.

Para ele: “Ficaria muito surpreendido se não houvesse estado de emergência no Natal”
“Ir à praia é das coisas mais seguras que se pode fazer”

“Face a esta situação que se arrasta há já algum tempo, e apesar de todas as medidas já tomadas, não vai haver condições para reuniões familiares na altura natalícia“, considera Antunes. “Como dizia o Sr. Primeiro Ministro, seria muito estranho se as medidas de emergência não estivessem implementadas no Natal”.

Para o infecciologista: “O vírus está a circular na comunidade. Há dificuldade em controlar estas cadeias de transmissão, e a maioria não está identificada. Não podem haver deslocações nem festejos porque duas pessoas próximas uma da outra já representa uma situação de risco, sobretudo em lugares fechados como restaurantes, bares ou cafés, onde a utilização de máscaras é mais difícil.”

“Conheço vários casos em que as transmissões se processaram numa proximidade entre duas pessoas num local fechado. Tem de haver ar a circular, e não é o do ar condicionado; estou a falar de janelas abertas. E isto não é só nos restaurantes, é também nas escolas, nos lares, porque a proximidade entre pessoas é de grande risco”, enfatiza. Daí que se duas pessoas em proximidade é um problema, “três já é uma multidão”.

“Se pretendermos festejar o próximo Natal, e por próximo não me refiro a este mas ao de próximo ano, temos de esquecer o deste. Precisamos de esquecer este Natal para salvar o de 2021.”, diz Francisco Antunes.

Créditos: Sabado