Sentir sono durante o dia com frequência pode indicar Alzheimer no futuro, de acordo com um estudo publicado na revista científica JAMA Neurology. Esta declaração é baseada em uma pesquisa realizada com mais de 2900 pessoas na Clínica Mayo, em Minnesota, Estados Unidos.

“A sonolência diurna excessiva foi associada a um aumento na acumulação de amiloide em pessoas idosas sem demência. Isso sugere que pessoas com sonolência diurna excessiva podem ser mais vulneráveis ​​às alterações patológicas associadas ao Alzheimer”, afirmaram os médicos.

O papel da amiloide
A amiloide é a proteína que, no Alzheimer, se acumula no cérebro e estrangula as células nervosas. Durante o sono, o cérebro remove os depósitos de amiloide, portanto, se não houver um bom descanso, essa proteína acumula-se. Nesta linha, os cientistas confirmaram que as pessoas que relataram sonolência diurna tinham mais depósitos amiloides do que aquelas que não relataram esse sintoma.

“A identificação precoce de pacientes com sonolência diurna e o tratamento de distúrbios do sono poderia reduzir o acúmulo de amiloides em grupos vulneráveis”, escrevem os autores. Neste factor reside a importância da descoberta: prevenir o Alzheimer, conhecendo os seus sinais.

O valor do sono
Os ciclos do sono, cientificamente chamados de ritmos circadianos, afetam muitas áreas da vida. Quando você não dorme bem, não apenas acumula mais amiloide: você também atrapalha a produção de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, o que afeta seu humor.

Além do seu papel contra o Alzheimer, dormir bem favorece a concentração, mantém o metabolismo em ordem, promove a criatividade, combate a depressão e é benéfico na prevenção de doenças cardíacas.