Todas as pessoas e “acasos” da nossa vida acontecem por alguma razão. Porque existem as mães que nos dão vida e existem “mães” que a vida nos oferece sem esperarmos e até sem darmos conta. E, porque hoje é o teu dia, um dia tão importante aqui fica a nossa homenagem à nossa bonita mãe adotiva que tem dos melhores abraços do mundo!

Lembro-me perfeitamente do dia em que a conheci. Estava no meu último ano de faculdade e quando estava a sair de casa, num dia aparentemente normal, recordo-me de olhar para o espelho e pensar: se calhar não devia misturar tanta cor e tanto padrão. Mas não fazia mal… ia só às aulas e voltava para casa.

Quando o meu telemóvel tocou, para ir nesse dia a uma entrevista de emprego, pensei: “Bravo, Verónica! Vais conhecer a Fátima Lopes vestida como se fosses a Floribella…”. E lá fui eu.

Vestida com demasiada cor e um nervosismo gigante que desapareceu quando a vi. Linda, enooorme (lembro-me de a achar muito alta) e com um sorriso gigante. Cumprimentou-me como se me conhecesse a vida toda e deixou-me completamente à vontade.

Naquele momento sabia que não estava a conhecer só a minha primeira “patroa”. Naquele instante, naquele olhar, estava a descobrir um dos melhores abraços do mundo. A pessoa que estaria ao meu lado nos momentos melhores e mais duros da minha vida. A minha segunda “mãe”.

Tratamo-nos carinhosamente por mãe e filha, porque é assim que ela me trata. Como uma filha. E como estamos muitas vezes juntas há alturas em que me confundem com a Beatriz. E a verdade é que temos uma relação de amor incondicional como se fossemos do mesmo sangue. Como se fossemos família. E somos (ai de quem diga o contrário)!

Partilhamos muita coisa. Não só de feitio como da nossa vida. Conhecemo-nos do avesso e sabemos que, aconteça o que acontecer, estamos sempre lá uma para a outra. Seja a que horas for. Sempre. Para sempre.

Acredito que todas as pessoas e todos os “acasos” da nossa vida acontecem por alguma razão. E naquele momento eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma. Porque o seu primeiro abraço soube-me logo a casa. E eu senti-me segura.

Ser-lhe-ei eternamente grata por tudo o que me deu e me dá, tanto e tanto, todos os dias. Pelo amor, pelo o que me ensina e inspira. Pelas palavras que já me salvaram tantas vezes. E pelas gargalhadas que só terminam quando já nos dói a barriga.

Gostava que às vezes ela se conseguisse ver pelos meus olhos. Para saber o quão bonita e especial é. Que é única. E que eu sou uma sortuda desde aquele primeiro dia em que a vi.

Agradeço também ao Universo que foi tão generoso quando nos juntou. E aguardo, com calma e serena, tudo o que ele ainda tem para nos dar. Porque “eu não sei bem como, mas o melhor está-nos a acontecer agora”. E ao teu lado, eu sei que estou bem.

Parabéns, mummy!

– Verónica

Créditos: SimplyFlow

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