«Dizem que tudo o que tenho é por ser o “namorado” da Cristina», afirmou Rúben Rua nas redes sociais acerca dos rumores que têm acontecido ao longo de meses.

“Hoje senti a necessidade em escrever o que me vai na alma. Adiei várias vezes esta partilha e em outros tantos momentos pensei que nunca o iria fazer. Há muitas coisas e pensamentos que não manifesto nas redes sociais. Não que eles não existam, mas prefiro não lhes dar relevância. Hoje foi diferente. Não quero permanecer num silêncio com características de cobardia, à imagem dos que todos os dias me atacam de forma desinformada, gratuita e ignorante.

Vivemos num país democrático onde a liberdade de expressão impera. Ao contrário do que acontecia até 1974, hoje podemos gostar ou não de uma determinada coisa ou pessoa e assumi-lo publicamente. Mais do que isso, podemos manifestar a nossa opinião. E ao contrário do que acontecia no passado, onde a mesma era transmitida em conversas, hoje as redes sociais permitem através de posts ou comentários escrevermos tudo o que queremos. Estamos perante a mágica liberdade do self media. Tão livre que é mas tantas vezes mal educada e hedionda.

Nos últimos meses muito se tem falado do meu regresso à TVI. Um regresso meritório para muitos, um crescimento horizontal para outros. Há quem ache que posso vir a ser um grande apresentador, há quem considere que tudo o que tenho até ao dia hoje é uma consequência de ser o “namorado” da Cristina. A dança do barco supera o meu ímpar trajecto na moda, o meu curso de Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, e até, o meu trajecto televisivo construído nos últimos 5 anos, alguns deles quando a Cristina se encontrava numa outra estação televisiva.

A Cristina deu-me a oportunidade e eu serei sempre grato por isso. Cabe-me a mim agarra-la ou não. É assim em todas as profissões. Alguém nos dá uma oportunidade e nós depois revelamos capacidade ou não.

Leio muitos comentários que não são opinativos. São destilações de ódio, muitas vezes encomendadas, escondidas em perfis falsos. Leio muitas notícias que me magoam, que não são dignas de uma publicação jornalística… publicações estas que tratei sempre com respeito e profissionalismo durante todo o meu percurso.

Gosto de despertar emoções e opiniões. Pior do que gostarem ou não de mim, é ser indiferente. Toda a gente tem o direito de me considerar um melhor ou pior profissional, achar que eu tenho mais ou menos jeito, num dia mais certo e noutro menos bom. O público é soberano na profissão que escolhi, isso é indubitável.

Irei continuar a dar o meu melhor. Quem me acompanha, segue e conhece sabe que não sei viver ou trabalhar de outra forma. Não sei onde irei chegar mas sei que será sempre um percurso honesto onde a chave do sucesso é o trabalho. É a única que conheci até hoje.”